Quantas vezes já desejei revirar do avesso a minha vida, mudar mesmo tudo, porque estava descontente com aquilo em que se tinha tornado o meu viver? E porque é que não o fiz? É como aquela música que diz: muda de vida se tu não vives satisfeito. Então, porque não mudo de vida? Porquê continuar assim?
Há muitos anos, ainda era eu uma miúda com pouco mais de quinze ou dezasseis anos, queria ir viver para Lisboa porque detestava o lugar onde vivia, e anda vivo, mas continuei aqui.
Há uns três ou quatro anos, apaixonei-me por um rapaz que não era daqui, vivia a mais de trezentos quilómetros de distância de mim. Naquela altura pensava e sabia, ou melhor, pensava que sabia que os relacionamentos à distância nunca resultavam por isso só havia duas possibilidades: ou um de nós se mudava ou então aquilo que havia entre nós iria perder-se. Nenhum de nós se mudou; a relação que tínhamos durou uns meses mas chegou ao fim. Eu gostava dele mesmo a sério mas mesmo assim… Escolhi ficar por aqui.
Sempre admirei as pessoas que têm coragem de sair de casa dos pais para irem morar sozinhas. Durante muito tempo desejei fazer o mesmo. Acho que iria crescer muito enquanto pessoa ao passar por experiências como esta. Deve ser óptimo saber que estamos por nossa conta. Ser-se independente e responsável por nós próprios. Isto não passou de um desejo, de uma ideia. Continuo aqui, acomodada à vida que tenho.
Poderia estar para aqui a dar exemplos sem parar…
Quando há um sonho, uma ideia, um objectivo, um projecto… Porquê não correr atrás? Porque não é isso que os outros, á nossa volta, esperam de nós. Porque é mais fácil e mais cómodo ficar à espera do que está para vir do que correr e cansar-nos em busca de algo incerto. Porque aceitamos de braços bem abertos o que nos é destinado através dos ideais predefinidos pelos outros. Porque o caminho deve ser seguido sempre em frente, sem nunca nos desviarmos, num cruzamento ou num atalho, para a esquerda ou para a direita. Porque é assim que as coisas têm de ser. Porque tem-se medo de arriscar.
Daqui a uns anos, quando for velhinha e não tiver nada para fazer, vou pensar: Como seria se eu tivesse arriscado e tivesse procurado a minha sorte em Lisboa? Teria eu sido mais feliz se tivesse ido atrás daquele amor? O que teria mudado se eu tivesse vivido parte da minha vida sozinha?
As pessoas, eu incluindo, devem gostar muito da palavra se!
Conclusão: Se eu tivesse arriscado talvez tivesse petiscado!
Há muitos anos, ainda era eu uma miúda com pouco mais de quinze ou dezasseis anos, queria ir viver para Lisboa porque detestava o lugar onde vivia, e anda vivo, mas continuei aqui.
Há uns três ou quatro anos, apaixonei-me por um rapaz que não era daqui, vivia a mais de trezentos quilómetros de distância de mim. Naquela altura pensava e sabia, ou melhor, pensava que sabia que os relacionamentos à distância nunca resultavam por isso só havia duas possibilidades: ou um de nós se mudava ou então aquilo que havia entre nós iria perder-se. Nenhum de nós se mudou; a relação que tínhamos durou uns meses mas chegou ao fim. Eu gostava dele mesmo a sério mas mesmo assim… Escolhi ficar por aqui.
Sempre admirei as pessoas que têm coragem de sair de casa dos pais para irem morar sozinhas. Durante muito tempo desejei fazer o mesmo. Acho que iria crescer muito enquanto pessoa ao passar por experiências como esta. Deve ser óptimo saber que estamos por nossa conta. Ser-se independente e responsável por nós próprios. Isto não passou de um desejo, de uma ideia. Continuo aqui, acomodada à vida que tenho.
Poderia estar para aqui a dar exemplos sem parar…
Quando há um sonho, uma ideia, um objectivo, um projecto… Porquê não correr atrás? Porque não é isso que os outros, á nossa volta, esperam de nós. Porque é mais fácil e mais cómodo ficar à espera do que está para vir do que correr e cansar-nos em busca de algo incerto. Porque aceitamos de braços bem abertos o que nos é destinado através dos ideais predefinidos pelos outros. Porque o caminho deve ser seguido sempre em frente, sem nunca nos desviarmos, num cruzamento ou num atalho, para a esquerda ou para a direita. Porque é assim que as coisas têm de ser. Porque tem-se medo de arriscar.
Daqui a uns anos, quando for velhinha e não tiver nada para fazer, vou pensar: Como seria se eu tivesse arriscado e tivesse procurado a minha sorte em Lisboa? Teria eu sido mais feliz se tivesse ido atrás daquele amor? O que teria mudado se eu tivesse vivido parte da minha vida sozinha?
As pessoas, eu incluindo, devem gostar muito da palavra se!
Conclusão: Se eu tivesse arriscado talvez tivesse petiscado!